13 de ago de 2009

São Paulo quebra a barreira de 100 mortes pela Gripe Suína

São Paulo quebra a barreira das 100 mortes por gripe suína
Publicada em 12/08/2009 , O Globo

SÃO PAULO - O Estado de São Paulo quebrou a barreira das 100 mortes por gripe suína. Nesta quarta-feira, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou mais 42 óbitos, elevando o total para 111. As mortes ocorreram entre os dias 18 de julho e 10 de agosto e estavam sob investigação do Centro de Vigilância Epidemiológica. A vítima mais nova é uma criança de 1 ano, que morava na capital. Estão na lista sete mulheres grávidas, sendo três da capital. As outras moravam em Piracicaba, Bauru, Presidente Prudente e Grande São Paulo. Elas tinham entre 16 e 34 anos.
Uma adolescente grávida morreu em Piracicaba, a 168 quilômetros da capital. A garota, de 16 anos, estava na 21ª semana de gestação. Ela foi internada no Hospital dos Fornecedores de Cana da cidade e faleceu no dia 3 de agosto. A
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou dois alertas nesta quarta-feira orientando os profissionais de saúde a monitorarem as pacientes grávidas e crianças menores de um ano que estejam fazendo uso do medicamento Tamiflu (Oseltamivir), utilizado no tratamento dos casos de Gripe A.


Também em Piracicaba morreu no dia 3 de agosto na Santa Casa uma mulher de 52 anos. Em Americana, a 124 quilômetros da capital paulista, uma mulher de 36 anos morreu no dia 7 de agosto, dois dias depois de ser internada. Segundo a prefeitura da cidade, ela tinha uma doença prévia.
Mogi Mirim registrou na madrugada desta quarta-feira a segunda morte em decorrência da gripe A (H1N1). A vítima é uma mulher de 32 anos, moradora da zona norte, que estava internada na UTI da Santa Casa de Misericórdia desde o último dia 30 de julho. Segundo a secretaria municipal de saúde, ela foi internada em estado grave com febre, tosse e pneumonia. O quadro clínico piorou e o agravamento levou a uma infecção generalizada e insuficiência respiratória aguda.

No Paraná, em 48 horas, o número de óbitos por gripe A (H1N1) subiu de 39 para 58. O estado já é o segundo com maior número de mortes. Nesta quarta-feira, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou mais 19 óbitos. O Laboratório Central do Estado (Lacen) já fez 2.147 exames de gripe suína. O resultado de outros 2.315 testes ainda está sendo aguardado. O laboratório foi credenciado pelo Ministério da Saúde para realizar exames de gripe suína no dia 27 de julho.
Nesta quarta-feira, o
Comitê de Enfrentamento ao vírus da Influenza A (H1N1) de Cascavel determinou que parte dos estabelecimentos comerciais que reúnem várias pessoas em ambientes fechados não funcionem até a próxima segunda-feira. Nessa data, o Comitê voltará a se reunir para avaliar se há necessidade de prorrogar o fechamento, que atinge shoppings, escolas, igrejas e casas de show. Em Cascavel, houve 9 mortes por suspeita do vírus H1N1.
No Rio, o
número de mortos subiu para 37 . A prefeitura anunciou na tarde desta quarta-feira que não vai acompanhar a decisão do governo do estado de retomar plenamente as atividades escolares na próxima segunda-feira, dia 17 . Os secretários municipais de Saúde e Defesa Civil, Hans Dohmann, e da Educação, Claudia Costin, anunciaram que as aulas continuam suspensas para as turmas de educação infantil e para os alunos que frequentam do 1º ao 3º ano do ensino fundamental - cerca de 45% de vagas da rede municipal. Segundo Dohmann, a medida foi tomada para garantir a saúde dos alunos de até 9 anos, uma vez que a grande maioria das crianças atendidas nos postos de saúde com a gripe suína estava incluída nessa faixa etária.
O Instituto Butantan recebeu nesta quarta-feira a cepa do vírus A (H1N1) que permitirá o início da produção da vacina brasileira contra a gripe suína. O presidente da Fundação, Isaias Raw, explicou que a cepa será inicialmente injetada em ovos embrionados para a reprodução do vírus. A previsão do Instituto é que, no primeiro semestre de 2010, sejam produzidos cerca de 30 milhões de doses da nova vacina. De acordo com Raw, a distribuição da vacina deverá ser emergencial para os grupos de maior risco como os trabalhadores do setor da saúde.
- Médicos, enfermeiros e até quem dirige a ambulância devem ter prioridade, o restante ficará a cargo da decisão do Ministério da Saúde - afirmou o professor.
Segundo Raw, outras medidas emergenciais vêm sendo tomadas. Serão importadas cerca de 1 milhão de doses prontas da vacina da empresa Sanofi Pasteur, com a qual o Butantan mantém um acordo de transferência de tecnologia. Outras 17 milhões de doses semi-prontas deverão ser purificadas, formuladas e envazadas pelo Instituto Butantan e deverão servir para os testes clínicos em cerca de 500 voluntários a partir de setembro.
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